Conectado no Algarve
Chegando em Faro
Faro é a porta de entrada de toda a costa sul, e quase ninguém fica em Faro. A primeira hora depois de pousar costuma ser um traslado: o balcão da locadora, um motorista já contratado ou um ônibus para oeste até Albufeira e Lagos, ou para leste até Tavira. Tudo funciona melhor com uma linha já ativa.
Pegar o carro alugado é justamente onde ter dados mais compensa: os balcões ficam com frequência fora do aeroporto, a papelada é fotografada, e o caminho até a hospedagem raramente é um que você conheça.
Vale também resolver a questão dos pedágios ainda no balcão. A A22, a via rápida que corta o Algarve, é de cobrança eletrônica, sem cabine para parar e pagar — a locadora costuma oferecer um dispositivo, e conferir isso com calma é mais fácil com conexão do que descobrir depois pelo extrato.
Ao longo da costa
A costa algarvia é bem coberta de ponta a ponta. Albufeira, Vilamoura, Lagos, Portimão, Tavira e os vilarejos no meio se apoiam numa rede sólida, e a faixa dos resorts tem a densidade que se espera de um lugar que enche de visitantes todo verão.
As praias são a surpresa boa. As enseadas encaixadas entre falésias do Barlavento — Marinha, Benagil, Dona Ana — mantêm conexão em cima e normalmente embaixo também, então mandar uma foto da areia não exige subir a escadaria de volta.
Na água a coisa é mais irregular. Os passeios de barco pelas falésias e até as grutas ficam conectados perto da costa e vão perdendo sinal conforme se afastam, o que vale saber antes de planejar trabalhar de um catamarã.
No interior e nas pontas
Atrás da costa o terreno sobe para a Serra de Monchique, e o cenário muda. Os vilarejos mantêm sinal, as estradas entre eles são mais variáveis, e as partes altas são o único pedaço do Algarve onde conexão ao vivo não é garantida. É um passeio de carro lindo e um péssimo lugar para depender de navegação em streaming.
A ponta leste, perto da fronteira — Vila Real de Santo António e a Ria Formosa —, é bem coberta em terra. As ilhas-barreira em frente a Tavira e Faro são alcançadas de barco e mantêm sinal utilizável, ainda que ele enfraqueça nos bancos de areia mais externos.
A ponta oeste, em volta de Sagres e da Costa Vicentina, é a costa mais calma da região e a mais exposta. Há cobertura nas vilas e nas estradas principais, e menos nas trilhas de falésia entre elas.
A conta da temporada de inverno
O Algarve tem duas populações, e elas compram conexão de jeitos diferentes. Uma semana em Albufeira em agosto é um aluguel curto e quase qualquer plano resolve. De outubro a março é outra história: Lagos, Tavira e os vilarejos atrás de Faro se enchem de gente que fica meses, e para essas pessoas a diária decide tudo.
A nossa cai; a da maioria não. Um mês de eSIM realmente ilimitado sai 40 €, e depois 1 € por cada dia além dos trinta — então um inverno inteiro de 90 dias fica em 100 € em vez de três planos mensais separados. Se você vem para a temporada e não para a quinzena, é essa a comparação a fazer antes de reservar qualquer coisa.